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Integra Saúde Digital

Paciente em atendimento com acesso ao histórico clínico digital. Imagem: Adobe Stock.

A jornada do paciente virou prioridade de gestão depois que pacientes repetiam exames, perdiam encaminhamentos e enfrentavam deslocamentos longos por falta de comunicação entre unidades.

Esse cenário levou gestores públicos a buscar tecnologias capazes de acompanhar o paciente do primeiro atendimento até a alta.

A Portaria SAS nº 55/1999 criou o Tratamento Fora de Domicílio (TFD) para garantir deslocamento a pacientes sem atendimento disponível a menos de 50 km de casa.

Quase três décadas depois, o Ministério da Saúde oficializou a Rede Nacional de Dados em Saúde, que já integra mais de 80% dos estados e 68% dos municípios brasileiros.

O país acumula hoje mais de 2,8 bilhões de registros clínicos nessa rede, entre exames, prescrições e atendimentos.

O aplicativo Meu SUS Digital já soma mais de 59 milhões de downloads. Esse volume mostra que a saúde pública brasileira caminha para um modelo de atendimento conectado.

O peso financeiro dos exames repetidos e viagens desnecessárias no orçamento do estado

Estados gastam recursos consideráveis custeando deslocamentos e exames que poderiam ser evitados com histórico clínico acessível.

O TFD cobre passagens, alimentação e pernoite para pacientes encaminhados a outra cidade quando o tratamento não existe no município de origem. Cada viagem repetida por falta de informação clínica compartilhada soma custos ao orçamento estadual de saúde.

Em março de 2026, o Senado aprovou o PL 4.293/2025, que transforma o auxílio do TFD em política permanente prevista em lei. A mudança reforça que o programa seguirá relevante enquanto o histórico do paciente não circular entre unidades de forma automática.

Quanto mais fragmentado o fluxo de atendimento SUS, maior a tendência de exames duplicados e viagens que poderiam ser dispensadas.

Item custeado pelo TFD Situação que gera o custo
Passagens terrestres ou aéreas Especialidade indisponível no município
Ajuda de custo para alimentação Deslocamento superior a 50 km
Diárias de pernoite Tratamento que exige mais de um dia
Acompanhante autorizado Paciente sem condições de viajar sozinho

Esses gastos tendem a cair quando o gestor consegue visualizar o histórico do paciente antes de autorizar um novo encaminhamento.

O que causa o atrito na assistência e como a tecnologia pode organizar esse fluxo

Os atritos na assistência costumam surgir quando há limitações no compartilhamento de informações entre os sistemas utilizados pelos diferentes pontos da rede de saúde. 

Entender o que é a jornada do paciente ajuda o gestor a localizar onde a informação se perde entre a atenção básica, a média complexidade e os hospitais de referência.

Os principais pontos de atrito identificados na gestão pública incluem:

  • Prontuários que não conversam entre unidades municipais e estaduais.
  • Reagendamentos manuais que aumentam a fila de espera por consultas e exames.
  • Encaminhamentos para TFD sem verificação prévia de alternativas mais próximas.
  • Falta de retorno sobre exames já realizados em outra unidade da rede.
  • Baixa adesão à telemedicina em regiões distantes dos centros de referência.

A tecnologia organiza esse fluxo ao concentrar dados clínicos em uma única base acessível aos profissionais autorizados. Isso reduz a necessidade de o paciente repetir sua história clínica a cada nova porta de entrada do sistema.

A interoperabilidade de dados como solução definitiva para unificar o histórico clínico

A interoperabilidade resolve a fragmentação porque permite que diferentes sistemas de saúde leiam e atualizem o mesmo registro clínico do paciente.

A Rede Nacional de Dados em Saúde exemplifica esse modelo em escala nacional, reunindo exames, prescrições, vacinas e atendimentos de regulação em uma infraestrutura só.

Na prática, a interoperabilidade muda a experiência do paciente em três frentes.

  1. O profissional acessa o histórico completo antes da consulta, sem depender do relato do paciente.
  2. O gestor identifica em tempo real onde estão os gargalos do fluxo de atendimento SUS.
  3. A rede evita a repetição de exames já realizados em outra unidade da federação.

Recursos de inteligência artificial aplicados sobre essa base de dados também ajudam a prever picos de demanda e priorizar encaminhamentos clínicos mais urgentes.

O resultado é uma gestão em saúde pública menos reativa e mais orientada por dados de cada território.

Integra Saúde Digital: a infraestrutura completa para conectar as pontas do atendimento

A Integra Saúde Digital atua conectando os diferentes pontos da rede pública em uma infraestrutura única de dados.

A iniciativa nasceu para dar suporte técnico a secretarias que precisam ampliar o acesso sem perder o controle sobre o histórico clínico de cada paciente.

Como a solução se aplica no dia a dia da gestão

  • Integração de sistemas municipais e estaduais já em uso pela rede.
  • Painéis de gestão para acompanhar filas, encaminhamentos 
  • Suporte à ampliação de saúde digital em regiões com baixa cobertura de especialistas.
  • Infraestrutura compatível com os padrões da Rede Nacional de Dados em Saúde.

Cada módulo foi desenhado para reduzir etapas manuais que hoje geram atraso na jornada do paciente dentro da rede pública.

Sua secretaria já sabe quanto gasta com deslocamentos e exames repetidos por falta de dados integrados?

Fale com nossa equipe!

Perguntas frequentes

O que significa reduzir o atrito na jornada do paciente no sistema público?

Significa eliminar etapas repetidas, como reexplicar o histórico clínico ou refazer exames, porque as unidades de saúde passam a compartilhar as mesmas informações do paciente.

Como a tecnologia diminui os custos estaduais com Tratamento Fora de Domicílio (TFD)?

Ela permite verificar antes do encaminhamento se o tratamento já está disponível em uma unidade mais próxima, reduzindo viagens, passagens e diárias desnecessárias.

De que forma a Integra Saúde Digital atua para organizar a jornada do paciente?

A empresa integra sistemas municipais e estaduais em uma infraestrutura única, dando visibilidade ao gestor sobre filas, encaminhamentos e histórico clínico de cada paciente.