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Integra Saúde Digital

Tecnologia na medicina preventiva do SUS. Imagem: Adobe Stock.

O acompanhamento contínuo da saúde permite identificar alterações e fatores de risco de forma antecipada, contribuindo para evitar o agravamento de quadros clínicos e a necessidade de atendimentos de maior complexidade. 

Essa é uma das premissas da medicina preventiva e um dos campos em que a tecnologia pode contribuir para a evolução da assistência no SUS.

Com o monitoramento adequado e o acesso a dados atualizados sobre as condições de saúde da população, gestores e profissionais podem tomar decisões mais assertivas e atuar de forma preventiva. 

Neste artigo, mostramos como essa abordagem pode contribuir para a qualidade da assistência, a organização dos serviços e o uso mais eficiente dos recursos públicos.

 

Por que a prevenção contribui para reduzir a pressão sobre a alta complexidade do SUS?

Entre os indicadores utilizados para avaliar a efetividade da atenção primária estão as Internações por Condições Sensíveis à Atenção Primária (ICSAP). O conceito reúne doenças e condições, como hipertensão, asma e algumas infecções respiratórias, para as quais o acompanhamento adequado e a atuação preventiva na atenção primária podem contribuir para reduzir o agravamento dos quadros e a necessidade de internações hospitalares.

Além dos impactos na assistência, essas internações representam um importante componente dos gastos públicos em saúde. Um estudo publicado em 2024, que analisou os custos hospitalares do SUS entre 2014 e 2023, identificou que, a cada R$ 1 gasto com internações no Brasil no período, R$ 0,15 estavam relacionados a condições sensíveis à atenção primária. 

Entre os diagnósticos com maior impacto financeiro ao longo da década estão asma (R$ 4,81 bilhões), infecções de ouvido, nariz e garganta (R$ 3,86 bilhões) e angina (R$ 3,69 bilhões).

Outro aspecto destacado pelo estudo é que, embora a taxa de internações por condições sensíveis à atenção primária tenha apresentado redução ao longo dos anos, o custo total associado a esses atendimentos continuou crescendo. O cenário reforça a importância de estratégias capazes de ampliar o acompanhamento da população, fortalecer a prevenção e favorecer a identificação antecipada de situações de risco.

Em São Paulo, a dimensão desse desafio também aparece nos números. Um levantamento que analisou o período de 2008 a 2023 registrou 37,7 milhões de internações públicas no estado. Desse total, 28,81% –  aproximadamente 10,9 milhões de internações – estavam relacionadas a condições sensíveis à atenção primária.

Nesse contexto, o fortalecimento da atenção primária, aliado ao uso de dados e tecnologias de acompanhamento, pode contribuir para uma atuação mais preventiva, para a melhor organização da rede de atenção à saúde e para o uso mais eficiente dos recursos públicos.

 

Como a infraestrutura de dados permite antecipar o agravamento clínico do paciente?

A identificação antecipada de sinais de agravamento clínico depende, entre outros fatores, da disponibilidade de informações integradas sobre o paciente ao longo do tempo. Quando prontuários, exames e histórico clínico estão distribuídos em diferentes sistemas, sem integração adequada, pode haver limitações para que profissionais acompanhem a evolução do quadro e identifiquem, de forma antecipada, situações que demandem intervenção.

Nesse contexto, a integração e o uso de dados em saúde podem apoiar o monitoramento contínuo dos pacientes e a tomada de decisão pelas equipes. Da mesma forma, a telessaúde amplia o acesso a profissionais e serviços especializados, especialmente em regiões com maior dificuldade de oferta de atendimento presencial, permitindo que o acompanhamento seja realizado de forma remota sempre que clinicamente adequado.

Apesar dos avanços, a disponibilidade de uma infraestrutura integrada de dados ainda ocorre de maneira desigual entre regiões e serviços de saúde. Ampliar essa capacidade, especialmente na atenção primária, pode contribuir para que informações relevantes acompanhem o cidadão ao longo da jornada de cuidado, desde o atendimento na unidade básica até os demais pontos da rede.

Mais do que armazenar informações, uma infraestrutura de dados integrada permite transformar registros de saúde em suporte à gestão e à assistência. Com maior visibilidade sobre a trajetória do paciente, gestores e profissionais podem atuar de forma mais coordenada, identificar necessidades com antecedência e fortalecer a continuidade do cuidado.

 

Qual é o impacto financeiro de evitar internações com o acompanhamento contínuo?

O acompanhamento contínuo custa menos do que parece, especialmente quando comparado ao custo de uma internação de alta complexidade, que envolve leito, equipe especializada, exames e, muitas vezes, tempo prolongado de recuperação.

Os números do estudo sobre custos de ICSAP no Brasil ajudam a dimensionar essa diferença. Se 15% de tudo o que o SUS gasta com internações está ligado a causas evitáveis pela atenção primária, isso significa que uma fatia relevante do orçamento hospitalar poderia, em tese, ser redirecionada para outras prioridades, caso esses pacientes fossem identificados e tratados antes de chegar à emergência.

Esse tipo de evidência oferece aos gestores de saúde pública elementos concretos para avaliar e planejar investimentos em prevenção. Mais do que contribuir para a qualidade da assistência e para a qualidade de vida da população, o fortalecimento das ações preventivas pode favorecer a eficiência na aplicação dos recursos públicos, especialmente diante do aumento dos custos associados às internações por condições sensíveis à atenção primária. 

Como a Integra Saúde Digital viabiliza uma estratégia preventiva onde está inserida?

A Integra Saúde Digital foi construída para dar aos gestores de saúde, estaduais e municipais, exatamente essa visibilidade sobre a jornada do paciente. Com inteligência artificial na saúde aplicada de forma ética e legal, a plataforma ajuda a identificar sinais de agravamento antes que eles se transformem em uma internação de alta complexidade.

A solução também apoia a humanização da jornada do paciente, garantindo que o acompanhamento preventivo não seja apenas eficiente, mas também próximo e acessível, mesmo em regiões distantes dos grandes centros. Isso reduz a pressão sobre a fila de espera no SUS, já que menos pacientes chegam à emergência sem terem sido acompanhados antes.

Ao integrar dados de diferentes níveis de atenção, a Integra Saúde Digital permite que a secretaria de saúde enxergue, com antecedência, onde estão os pacientes de maior risco e direcione recursos de forma estratégica, no mesmo espírito das iniciativas nacionais de hospitais inteligentes e telessaúde que já mostram resultado no país.

Se você é gestor de saúde e quer entender como estruturar uma estratégia preventiva de dados para o seu estado/município, fale com a nossa equipe.

Perguntas frequentes

Como a tecnologia otimiza a medicina preventiva no sistema público de saúde?

A tecnologia permite acompanhar o paciente de forma contínua, cruzando dados de histórico clínico, exames e sinais de risco para identificar um agravamento antes que ele exija internação. Isso transforma o cuidado de reativo para preventivo.

De que forma a integração de dados reduz internações de alta complexidade?

Quando o prontuário, exames e histórico do paciente estão conectados, a equipe de saúde consegue agir mais cedo. Isso evita que condições tratáveis na atenção básica evoluam para quadros graves, que exijam leito de UTI ou cirurgia de urgência.

Como a Integra Saúde Digital apoia a secretaria estadual no monitoramento da jornada do paciente?

A Integra Saúde Digital reúne dados clínicos e de acompanhamento em uma única plataforma, ajudando a secretaria de saúde a identificar pacientes de risco com antecedência e a direcionar recursos de forma mais estratégica, reduzindo a pressão sobre a alta complexidade.