
Todos os dias, ambulâncias rodam centenas de quilômetros pelas rodovias do país levando pacientes até centros de referência.
Esse movimento tem nome: tratamento fora do domicílio (TFD). Trata-se de uma política pública essencial que, devido às proporções continentais do Brasil, exige o esforço logístico e financeiro do estado.
O programa existe desde 1999 e garante deslocamento e ajuda de custo a pacientes que precisam de atendimento especializado fora do próprio município, quando esse atendimento não está disponível na cidade de origem.
Cada estado regulamenta os detalhes operacionais do programa, incluindo os critérios de distância mínima para o encaminhamento. Recentemente, o Senado aprovou o PL 4.293/2025, que transforma essa política em lei, consolidando uma prática que antes existia apenas por meio de portarias ministeriais.
Para gestores públicos, entender o peso financeiro do TFD é o primeiro passo para encontrar formas de aliviar o orçamento sem prejudicar o acesso à saúde. É sobre isso que vamos falar neste artigo.
Por que o tratamento fora do domicílio consome uma fatia grande do orçamento?
O tratamento fora do domicílio existe para garantir que pacientes de municípios pequenos, muitas vezes sem estrutura hospitalar completa, consigam chegar a centros maiores para exames, consultas com especialistas e procedimentos mais complexos. O problema é o custo por trás dessa logística.
Cada viagem envolve passagem, ajuda de custo para alimentação e hospedagem do paciente e, em muitos casos, também do acompanhante. Os números mostram o tamanho desse compromisso orçamentário: Rondônia, por exemplo, investiu mais de R$ 25 milhões apenas em passagens aéreas para transporte de pacientes entre 2023 e maio de 2024. Em Santa Catarina, só em 2024 cerca de 1.500 pacientes usaram o TFD, gerando pelo menos 5.000 viagens custeadas pelo estado.
Estados que enfrentam grandes distâncias internas, como é comum em regiões do Norte e do Nordeste, sentem esse peso de forma ainda mais intensa. Viagens que levam horas, às vezes dias, consomem recursos que poderiam ser direcionados para outras frentes assistenciais.
Além do custo direto, há o custo indireto: pacientes que faltam ao trabalho, famílias que precisam se organizar para acompanhar o deslocamento e o desgaste de quem já está fragilizado pela condição de saúde.
Como a telemedicina atua na origem para evitar o deslocamento desnecessário de pacientes?
Nem toda consulta ou triagem exige a presença física do paciente em outro município. É aqui que a telemedicina muda o cenário. Com atendimento remoto, um especialista consegue avaliar exames, sintomas e histórico do paciente sem que ele precise sair de casa.
Isso significa que boa parte dos encaminhamentos que hoje geram uma viagem de tratamento fora do domicílio pode ser resolvida ainda na Unidade Básica de Saúde do próprio município. O paciente é atendido na origem, com agilidade e sem o desgaste do deslocamento.
Para o gestor, o ganho é direto: menos viagens agendadas significa menos gasto com transporte, diárias e ajuda de custo. Para o paciente, o ganho é ainda maior, já que evita horas de estrada e o afastamento da rotina.
Qual é o impacto financeiro da triagem digital na redução da logística de transporte?
A triagem digital funciona como um filtro inteligente antes de qualquer decisão de encaminhamento. Ela ajuda a identificar quais casos realmente precisam de deslocamento e quais podem ser resolvidos remotamente ou com apoio local.
O resultado é uma gestão da verba pública, com recursos liberados para investir em outras áreas da atenção à saúde, como a ampliação de equipes ou a compra de equipamentos.
Como a Integra Saúde Digital ajuda a otimizar a verba e reter o paciente na origem?
A Integra Saúde Digital foi criada para dar suporte a esse tipo de transformação. Com telemedicina integrada ao fluxo de atendimento, especialistas conseguem avaliar pacientes remotamente, reduzindo a necessidade de encaminhamento físico para outros municípios.
A plataforma também apoia a triagem inicial, ajudando as equipes locais a identificar com precisão quais casos exigem deslocamento e quais podem ser resolvidos na origem. Isso reduz a pressão sobre a fila de espera no SUS e evita gastos evitáveis com transporte.
Com o apoio de inteligência artificial na saúde, a Integra Saúde Digital oferece aos gestores de saúde uma visão mais clara de onde o orçamento do TFD está sendo aplicado, permitindo decisões mais estratégicas e sustentáveis.
Se você é gestor de saúde e quer entender como reduzir o peso do tratamento fora do domicílio no seu orçamento, fale com a nossa equipe.
Perguntas frequentes
Como a tecnologia ajuda a reduzir os custos com o tratamento fora do domicílio?
A tecnologia permite que parte dos atendimentos e triagens seja feita remotamente, evitando deslocamentos que não são estritamente necessários. Isso reduz gastos com transporte, diárias e ajuda de custo, mantendo o paciente na sua cidade sempre que possível.
De que forma o atendimento remoto diminui a necessidade de frotas rodoviárias no SUS?
Quando a consulta ou a triagem acontece à distância, muitos casos deixam de gerar uma viagem. Com menos viagens agendadas, a frota de ambulâncias e veículos de transporte sanitário passa a ser usada de forma mais racional, reduzindo desgaste e custo operacional.
Como a Integra Saúde Digital apoia a secretaria estadual na modernização desse fluxo logístico?
A Integra Saúde Digital une telemedicina e triagem digital em uma única plataforma, dando às equipes locais ferramentas para decidir com mais segurança quando um encaminhamento é realmente necessário. Isso ajuda o estado a planejar melhor o uso da verba destinada ao TFD.